Ankh - By Krieger

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Ankh - By Krieger - Página 2 Empty Capítulo VI

Mensagem  Krieger em Qui 27 Maio 2010, 18:01

Capítulo VI - Sobre os anciões.

  Quando chegamos na sede da Ordem, o Sol estava prestes a nascer e eu estava ainda com a adrenalina alta. Sentia que poderia matar qualquer vampiro fora da lei que existisse. Sentia até que poderia exercer minha vingança agora mesmo, e nem o Sol poderia me impedir! Era como se algum tipo de eletricidade corresse por todo meu corpo, tomando conta.
  "Chegamos, Novato." Disse-me Zealott, parando o carro na frente da casa, me despertando de meus delírios de grandeza. "Me ajude a descarregar os corpos rapidamente, ou vai morrer com a chegada da manhã."
  "Nossa, esse é um ótimo incentivo." Respondi, já pegando dois corpos no porta-malas e colocando um em cada ombro.
  "Agora me diz uma coisa, que palhaçada foi aquela de 'Ginryu está com fome'? Que coisa mais ridícula."
  "Coisa de jogador de videogame sem infância. Soou bem melhor na minha cabeça."
  "Eu odeio esse século. Vocês, crianças, tiram inspiração das coisas mais retardadas o possível."
  "Falando nisso, quantos anos você tem, se é que não há problema em perguntar?"
  "Bom, eu tenho vinte. Só que eu tenho vinte há cento e trinta e três anos."
  "Uau! Você é a mulher mais velha que eu já beijei. E em compensação, a mais bela, também."
  "Ha! Só queria ver você dizer isso se eu realmente aparentasse ter meus cento e cinquenta e três anos."
  "Tem razão. Graças a Deus pela imortalidade."
  "Vocês, novatos e suas crenças em seres impossíveis."
  "Zea, você tem que perceber uma certa ironia no que você está falando. Nós somos seres imortais com poderes impossíveis!"
  "Exato. Essa história de Deus começou por nossa causa. No início eram vários deuses, e depois do Supremo Sacrifício, começou essa onda de 'monoteísmo', como se um ser controlasse tudo. E se você valoriza sua vida, não me chame de 'Zea', não te dei direito a essa intimidade."
  "Não, não. Você só me agarrou no bar. Não tem intimidade nenhuma."
  "Argh! Não vou ficar discutindo com você, Novato."
  "Só porque sabe que eu estou certo."
  Quando entramos pela porta da sala, vimos Drakul sentado na poltrona, e três outros vampiros sentados no sofá. Em pé ao lado de Drakul estava o vampiro que me levara para a Ordem.
  "Então, senhores, eu acho que não há problema em adiar a sentença de Istfy até que meu mais novo Sa, que acaba de chegar de sua primeira missão, esteja pronto." Dizia Drakul. "Gostaria de saber suas opiniões a respeito."
  Os vampiros sentados no sofá trocaram olhares de desaprovação, até que um deles resolveu dizer.
  "Drakul, o senhor deve entender que essa não foi a primeira vez que aquele demônio quebrou as Leis e portanto, acho que uma punição imediata seria o melhor caminho."
  "Eu já penso diferente. Acho que o 'olhos prateados' aqui tem pleno direito de se vingar." Disse vampiro que sentava no meio.
  "Façamos o seguinte." Disse o último. "Vamos dar a ele o prazo de um ano para trazer a cabeça de Istfy, mas se este cometer mais algum crime que não possa passar desapercebido, deverá ser executado no mesmo dia."
  "Ainda há a questão de ele próprio ter quebrado a Lei." Disse o primeiro vampiro.
  "Ele não sabia de nada, Promus. O que ele fez foi advindo dos crimes de Istfy." Defendeu-me Drakul.
  "Ignorância não é desculpa, Drakul. O senhor bem sabe que devo relatar tudo ao Conselho, quando estiver no Egito, em dois dias. Eles não aceitam desculpas." Respondeu Promus.
  Houve um longo silêncio na sala. A ideia de fugir me ocorreu momentaneamente, já que estava vendo essa conversa ir por um rumo que em nada me favorecia. Não podia fugir por dois motivos. Em primeiro lugar, porque ainda havia esperança de eu não ser decapitado ali mesmo e de ter minha cabeça enviada ao Egito. Em segundo, o Sol já nascera lá fora, eu podia sentir.
  "Tenho uma solução." Intrometi-me. "Seria aceitável que se eu não capturasse Istfy dentro de um ano, fosse eu punido por seus crimes?"
  O vampiro chamado Promus riu.
  "Acho que o Conselho pode considerar isso. Ótima ideia! Só me deixe te dizer uma coisa, nunca mais se meta quando anciões estiverem falando. Não faz bem para a continuação da sua existência." Disse ele, ainda rindo.
  "Então eu posso considerar este encontro terminado." Disse Drakul. "Peça, por favor, ao Conselho, Promus, que considere com delicadeza esta opção dada por meu jovem Sa."
  "Farei isso então, Drakul, em nome de nossa velha amizade." Respondeu o vampiro de negros cabelos, se levantando. Os três anciões e Drakul, fizeram o mesmo gesto que eu vira na noite anterior e beijaram seus anéis. A diferença sendo que os anéis dos outros anciões não eram iguais aos de Drakul, ou dos membros da Ordem. O de Promus tinha no escudo um leão, o do vampiro que se sentava no meio era um grifo e o do terceiro, uma serpente.
  Só quando eles passaram por mim, percebi que eles emanavam quase a mesma aura que eu sentira quando conheci Drakul. Embora menos intensa, muito mais assustadora, especialmente de Promus, que parecia realmente me detestar. Olhando em retrospecto, imagino que seja a mesma coisa que aquele barman sentiu ao me ver.
  Nenhum deles sequer me olhou ao passar do meu lado. A única que recebeu qualquer atenção foi Zealott, de quem Promus arrancou o caixote com as cabeças dos vampiros que havíamos caçado.
  Depois de passado um certo tempo da saída dos três, Drakul falou:
  "Por favor, meu filho, não se meta mais em conversa de anciões." Havia um genuíno tom de preocupação em sua voz. "O único motivo de eu ter aceitado sua proposta, foi por saber do seu desempenho hoje, que excedeu qualquer expectativa.
  "Zealott, você observou qualquer manifestação dos Dons nele hoje?" Perguntou tirando sua atenção de mim.
  "Não senhor." Respondeu Zealott depois de fazer o cumprimento habitual. "Talvez ele possua o Dom do Físico, já que aguentou com dano mínimo um soco do 'olhos amarelos'."
  "Na verdade," intrometi-me, "como eu já esperava ser atacado, me joguei para trás quando vi que ia ser acertado."
  "Então não houve nenhuma manifestação definitiva?" Perguntou novamente Drakul.
  "Não, meu Pai." Respondeu Zealott.
  "Muito bem." Disse Drakul parecendo um pouco desapontado. "Vá dormir, jovem Sa. Amanhã continuaremos seu treinamento."
  "Senhor, me permite fazer uma pergunta antes?" Perguntei.
  "Sim, meu filho."
  "Qual o verdadeiro significado do ankh para nós, vampiros? Eu reparei que a saudação que vocês usam é exatamente isso, e Istfy mencionou algo sobre ele ter um significado diferente para o nosso povo..."
  "Sim, meu querido. Muitos de nós acreditam que Hórus não morreu de verdade, quando executou o Supremo Sacrifício, mas que de algum lugar ele nos olha, como um 'deus dos vampiros'. Como você bem sabe, o ankh é o símbolo de Hórus."
  "Sim." Interrompi. "A união do masculino com o feminino, o elo dos deuses com os humanos, dos céus com a Terra..."
  "Esta é a interpretação que os humanos têm, e talvez esteja em parte certa. O ankh tem três segmentos de reta, simbolizando os três poderes, no ponto onde eles convergem, nasce um loop, que simboliza a união instável deles. Nós acreditamos que isso simbolize Hórus. Três Dons convergidos em um único vampiro, um ser superior. Esperar que Hórus volte, é o mais próximo que temos de uma religião.
  "Agora durma, filho. Amanhã tenho mais coisas pra você fazer."
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Mensagem  Night† em Qui 27 Maio 2010, 22:24

Kra tá muito bom.
Vc consegue fazer o tipo de história com vampiros que eu gosto xD
Posta mais \õ
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Mensagem  carykaiba em Qui 27 Maio 2010, 22:49

ASDHUSADHAUSDH você me fez amar vampiros novamente : D~

Apaixonei-me perdidamente pela Zealott, howmake(sou mulher, mas não sou lésbica /stares)...*imaginando algo como uma blood elf/apanha*

EL SEY QUE TU É ALLY DHASUDHASUDSAHDUSH

GIMME SPOILER DX
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Mensagem  [WM] Morgado em Sex 28 Maio 2010, 10:19

Muito bom cara...realmente muito bom o/
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Mensagem  Jaum em Sex 28 Maio 2010, 13:28

koeh... demais a historia ^^^
nem vou te apressar... quinta feira eu leio mais huahuahauha
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Ankh - By Krieger - Página 2 Empty Capítulo VII

Mensagem  Krieger em Qui 03 Jun 2010, 23:37

Capítulo VII - Sobre a manifestação.

  Havia um corpo diante de mim. Irreconhecível, já que era uma figura deformada e chamuscada que eu via. O cheiro era extremamente desagradável, mas eu não tinha tempo para me preocupar com aquele ser queimado que ainda se retorcia no chão, ou com o cheiro de churrasco que dele emanava. Eles estavam vindo. Vindo para me matar, ou pelo menos era o que achavam, eu tinha meu "brinquedo" novo.
  Quando acordei, estava todo arrepiado. Cada pêlo do meu corpo estava "em pé". Reparei que desta vez Drakul não estava me esperando acordar. Imaginei que já não me visse mais como convidado, mas sim como morador de sua casa, o que era de certa forma estranho, visto que eu "morava" ali havia apenas três dias.
  Levantei da cama ainda completamente arrepiado e fui pegar Ginryu. Resolvera que nunca era uma boa ideia andar desarmado por aí. Quando encostei nela, levei um choque nada fraco. Estranhamente, não senti dor, mas sim a eletricidade correndo pelo meu corpo e circulando-o por dentro e por fora. Não entendi muito bem o que acontecia, mas Drakul com certeza saberia.
  Ao abrir a porta, soube que tinha alguma coisa errada. Havia na casa, um cheiro que nunca havia sentido antes. Procurei infrutiferamente Drakul na sala, com Ginryu firme nas mãos. Não chamei seu nome e não fiz qualquer barulho. Meu relógio marcava dezenove horas e quarenta e sete minutos, acordara tarde. Fui à sala de jantar, no andar de cima e, pelo cheiro, já sabia que o vampiro quer estava lá dentro não era Drakul, tampouco qualquer outro conhecido.
  Quando encostei na maçaneta, levei outro choque maldito. Do outro lado, havia um vampiro bem branco com cabelos curtos castanhos e olhos negros. Muito negros. Era como se nenhuma luz refletisse de suas íris tão contrastantes com os brancos de seus globos oculares.
  "Quem é você?" Perguntei com Ginryu erguida.
  "A pergunta certa seria 'quem é você'!" Disse o estranho me encarando. Eu estudava possíveis falhas na sua defesa. Precisava distraí-lo
  "Eu sou o mais novo filho de Drakul." Disse eu, olhando sua mão direita em busca do anel da Ordem, que não estava lá. "De qual Abt você é?"
  "Mais novo filho de Drakul? Não, não... Você é um mentiroso." Falou ele calmamente. "Eu sou o novo filho de Drakul. Onde ele está? O que você fez com ele?"
  Ele começou a se mover de um lado para o outro, sempre me olhando. O maldito não parecia perder a atenção.
  "Não diga asneiras. Fale onde está Drakul ou morrerá!" Disse-lhe, me sentindo repentinamente agressivo.
  Ouvi um barulho de passos lá embaixo.
  "Ouve isso?" Perguntou-me sorrindo. "Acabou a enrolação. Minha família está vindo. Você vai morrer!"
  Pelo som, havia mais vampiros lá embaixo do que eu poderia levar sozinho. Comecei a pensar rápido. A melhor saída era matar aquele sujeito e tentar correr o mais rápido o possível em direção à porta.
  Fui atacá-lo com Ginryu em velocidade máxima. Acertei o vazio, ele não estava mais lá.
  "Você não vai me acertar. Meu Dom garante isso." Disse ele atrás de mim.
  Virei-me, decrevendo um semicírculo com minha foice, na esperança de arrancar sua cabeça, e mais uma vez não o acertei. Como esse cara se movia tão rápido? Eu não conseguia sequer vê-lo em deslocamento.
  Desta vez ele estava sorrindo na minha frente.
  "Chegou a hora de eu acabar com essa brincadeira."
  Com um movimento preguiçoso de sua mão, Ginryu saiu voando e se enterrou na parede.
  "Hora de morrer."
  De repente, ele trespassou meu peito com o punho, ainda sorrindo. Esse sorriso durou apenas uma fração de segundo, no entanto, já que ele começou a ser eletrocutado. Não adiantou nem um pouco ele tirar a mão de dentro de mim, eu continuei eletrocutando-o com a minha vontade, até ele ficar completamente negro e deformado, como se tivesse sido queimado.
  Caí de joelhos, sentindo uma dor imensa enquanto meu sistema regenerativo entrava em ação. Graças à sorte, ele errara (mesmo que por pouco) meu coração. Por azar, eu perdera muito sangue do mesmo jeito. E ainda não havia me alimentado.
  Levantei, meu peito ainda formigando, minhas veias doendo mais do que nunca, e os passos do andar de baixo agora ecoando pelos degraus da escada.
  Olhei para o vampiro que me atacara e conclui que provavelmente ele também não comera, já que sua recuperação tanto demorava. Corri e removi Ginryu da parede.
  Havia um corpo diante de mim. Irreconhecível, já que era uma figura deformada e chamuscada que eu via. O cheiro era extremamente desagradável, mas eu não tinha tempo para me preocupar com aquele ser queimado que ainda se retorcia no chão, ou com o cheiro de churrasco que dele emanava. Eles estavam vindo. Vindo para me matar, ou pelo menos era o que achavam, eu tinha meu "brinquedo" novo. Não sabia se poderia usar muito mais do meu novo poder, já que eu estava depleto de sangue. Sem sangue, de onde tiraria energia?
  Energia...
  Energia! Era isso! Eu podia controlar a eletricidade. Será que poderia absorver um tanto de energia de uma fonte elétrica? Se fosse o caso, o cérebro daquele ser que jazia no chão do salão de jantar era uma possível bateria. Uma bateria imortal, inclusive. Tinha que agir rapidamente, antes que ele pudesse se levantar e me dar ainda mais trabalho.
  Botei a palma da minha mão na testa dele e comecei a absorver eletricidade. Não era uma coisa fácil de realizar, já que pedia muita concentração, o que é muito difícil, graças ao meu cérebro multifuncional.
  Consegui o suficiente para me estabilizar. Não era o mesmo que beber sangue, nem de perto, mas teria que dar para o gasto.
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Mensagem  [WM] Morgado em Sex 04 Jun 2010, 11:07

Foda ^^
utilizando das sinapses cerebrais como bateria ^^
bem pensado...
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Mensagem  Jaum em Dom 06 Jun 2010, 12:22

Muito bom kra...
Legal, essa de manter os vampiros como "vivos" da muito certo... apesar da abordagem mais clássica ser de mortos "encantados", gostei do que vc está fazendo. So far So good
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Mensagem  carykaiba em Qua 09 Jun 2010, 13:07

poderes elétricos, fodinhaa...OO:
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Mensagem  Krieger em Qui 10 Jun 2010, 17:46

Gostaria de pedir desculpas a todos os três que lêem Ankh, mas essa semana eu não postarei. Semana que vem estarei com mais tempo para escrever.

Abraços a todos.
Que a Força esteja com vocês.
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Mensagem  Jaum em Qui 10 Jun 2010, 22:21

Venho diante de todos manifestar a minha revolta e o meu ultraje... não vai postar ??? Põe sua irmã de escrava pra digitar sei lá... droga...
Hunnnnnnnnnn tá, eu espero... mais uma semana...
Boa sorte com o que quer que esteja te prendendo
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Mensagem  [WM] Morgado em Sex 11 Jun 2010, 00:40

Concordo com a ideia de escravisar a mayara XD
só q cuidado pra não acordar cheio de buracos feitos pelo canivete de estimação dela XD
fico aqui no aguardo de mais capitulos XD
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Ankh - By Krieger - Página 2 Empty Krieger!

Mensagem  Nihal. em Sab 12 Jun 2010, 02:00

Amei e ponto.
Vc escreve muito bem, fiquei até emocionada, de verdade! Depois de ler umas coisas meio estranhas nesse fórum, sua fic me deixou até com mais vontade de escrever. x) HEHE
Posta mais, please?!
Beijos.

Ps: Agora são todos os quatro. \o
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Mensagem  Radamael em Dom 13 Jun 2010, 19:18

Conte como cinco!

Muito bom! Muito bom mesmo!
Dessa vez, nenhuma reclamação.

Manifesto aqui a minha indignação perante o fato de não postar mais e sugiro que o RPG de papel seja cancelado até sábado!

E depois de sábado, que só seja marcado depois do sábado posterior...
Como punição, é claro...

Meu querido novo companheiro, Guerreiro (Krieger)
Você me inspira a dar flashes da campanha de Mundo das Trevas que vos esperam com o meu esperado retorno ao mundo do vivos (vulgo Rio de Janeiro)
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Ankh - By Krieger - Página 2 Empty Capítulo VIII

Mensagem  Krieger em Qui 14 Out 2010, 18:10

Capítulo VIII - Sobre o primeiro teste.

  Quando os passos no corredor começaram a ficar excessivamente altos, imaginei que de nada adiantaria esconder o corpo, visto que eles provavelmente já sentiam o cheiro de carne queimada que a sala de jantar exalava. Pensando nisso, imaginei que o melhor a fazer seria atacar antes mesmo de fazer contato visual.
  Fui para trás da porta e segurei a maçaneta, ignorando o choque que levei, e fiz com que todas as partes de metal da porta se eletrificassem. Basicamente, quem encostasse naquela porta, estava fodido.
  Quando os passos pararam do lado de fora, ouvi uma voz que fez meu sangue (o que restava dele) gelar:
  "Sim, apesar do cheiro, garanto que ele está bem. O de Kayron é que não está nada bem." Era Drakul. A voz pertencia a Drakul. E ele já encostava na maçaneta.
  Dor. Eu estava sendo eletrocutado por minha própria corrente. Drakul a revertera e eu jazia estatelado no chão. A dor passou tão rápido quanto veio, já que meu corpo conseguia se adaptar rapidamente à eletricidade.
  Drakul entrou na sala de jantar com seu capuz abaixado e seus olhos fechados (como era habitual), seguido de perto por Zealott, que estava com uma expressão diferente.
  "Então!" Disse meu It, animadamente. "Meus sonhos se confirmaram! Um com Dom espaço-temporal e um com Dom de controle sobre a eletricidade! Zealott, o sangue."
  "Obrigado." Disse eu, estendendo a mão para pegar o frasco com líquido vermelho que Zealott segurava.
  "Esse não é para você, Novato. Tira a mão!" Me cortou ela.
  Logo em seguida, ela derramou o sangue na garganta do vampiro que eu havia eletrocutado.
  "Não!" Gritei. "Ele me atacou! Por que você o está curando?"
  "Sim, atacou. Mas você já planejava atacá-lo também!" Disse Drakul, sorrindo para mim. "Receio que esse jovem rapaz que você derrotou seja meu Sa. Ele tem o mesmo tempo de transformação que você e também começou a ser treinado ontem. A diferença é que ele foi transformado por mim, mesmo. Ele será seu parceiro na missão do seu batizado e nas missões da Ordem que serão futuramente passadas por mim.
  "Drakul! Você está bem!" Disse o vampiro que já não estava mais queimado. "Pensei que ele tinha atacado o senhor."
  "Acalme-se, jovem Sa." Respondeu o vampiro de olhos fechados. "Este homem também é meu filho, tanto quanto você."
  "Mas, Drakul, ele tentou me matar!"
  "Não seja ignorante. Você o atacou antes de ouvir o que ele poderia ter a dizer." Argumentou Drakul, sorrindo. "E também, antes de analisar qual Dom ele poderia possuir."
  O silêncio se instalou na sala de jantar por dezesseis segundos, deixando-nos um tanto desconfortáveis.
  "Essa situação foi, na verdade, um teste." Disse Drakul, quebrando aquele tenso momento silencioso. "Vocês dois falharam. Não se ataca alguém sem informações; não se ataca alguém sem um plano de ataque; não se entra em contato físico direto com alguém cujo Dom se desconhece; e, se puder evitar, não se luta de estômago vazio."
  Houve ainda mais silêncio enquanto eu absorvia as palavras de meu It e meu "irmão" terminara de se recuperar, até que algo me ocorreu.
  "Ele vai me ajudar a caçar Istfy também?"
  "Essa missão não fui eu quem passou, então não sei. Se ele tiver vontade..." Depois de responder, Drakul sorriu e virou seu rosto, com seus olhos fechados para mim. Mesmo sem abri-los, tive a sensação que ele me estudava. "Só tenha cuidado para não juntar mais favores do que possa pagar. Eles são muito importantes para a nossa comunidade."

_______________________________________________

  Eram três horas da manhã. Eu estava em uma árvore, servindo de compania aos morcegos. Eles revoavam e buscavam frutas em árvores vizinhas. Aquela era a punição por perder no maldito jokenpo.
  Como primeira avaliação de trabalho em equipe, Drakul nos mandou caçar um grupo de humanos com pelo menos cinco integrantes. Algo que seria extremamente fácil até para um vampiro cortado ao meio, sem braços e com um canino quebrado, não fosse pelas regras. Eu não podia revelar verbalmente qualquer coisa sobre meu Dom e ele também não (eu achava que ele era super rápido e ele achava que eu era uma torradeira ambulante. - Ambos errados, evidentemente). A segunda regra era simples, todos inconscientes, nenhum morto. Terceira regra: "teamwork".
  Ele foi na frente, procurando possíveis vítimas, eu fiquei ali esperando um sinal. Eu queria um plano mais simples, tipo subir um morro qualquer, pegar uns bandidos na porrada e levar o jantar pra casa, mas não! Tinha que ficar alguém em cima de uma árvore cheia de merda de morcego!
  O interessante é o quanto eu tinha para pensar enquanto meu companheiro estava estudando o terreno. Esta era, salvo os curtos momentos em que eu estava deitado antes de dormir, a primeira oportunidade que eu tinha para ficar a sós comigo mesmo, desde que Drakul me acolhera. Com certeza, poucas pessoas entenderiam, mas eu não esperaria mais de um ano para ir atrás de Istfy, com ou sem missão. Eu nunca acreditei que a vingança é um prato melhor servido frio. Meus irmãos haviam morrido e suas mortes estavam nas mãos daquele maldito. Ele iria morrer. De novo.
  Nessa hora, senti muita vontade de ir até a minha casa, que provavelmente virara uma cena de crime, queimar as câmeras do prédio antes que elas me vissem e roubar meu cofre e a katana do meu irmão. Pensando nisso, senti muita falta da meinha família e me lembrei do fato de que não iria me juntar a eles nem tão cedo, até porque eu não permitiria que Istfy, ao menos, me matasse. Eu poderia até morrer no processo de destruí-lo, mas o importante era ele morrer.
  Fui felizmente acordado de meus devaneios por uma kombi, dessas que na época começavam a fazer transporte no Rio de Janeiro, de onde saltava um rosto conhecido. Quando o veículo ia começar a andar, houve um clarão, um barulho explosivo e o homem que acabara de saltar foi atingido por um raio.
  Funcionou. Os cinco passageiros saíram correndo para ver se o homem caído estava bem, mesmo sendo um tanto quanto impossível ele estar vivo, fosse ele um reles mortal. Mesmo sendo imortal, dava pra sentir que ele não estava nem um pouco inteiro (talvez eu tenha descontado um bocado do meu desconforto de estar naquela árvore por duas horas na cabeça dele).
 A partir daí, a história tem duas versões, o que os humanos viram e o que realmente aconteceu. Vou contar a primeira.

***

  O homem que aparentava ser mais velho se ajoelhou ao lado do corpo que jazia deitado à sua frente. Com seu dedo polegar, ele encostou no pescoço do homem para checar seu pulso. Aparentemente, por alguma aberração da natureza, o homem caído ainda estava carregado e Sr. Antônio, 58 anos, levou um forte choque e caiu se contorcendo no chão.
  Sua esposa gritou e puxou o celular para chamar uma ambulância, mas seu celular explodiu na sua mão, fazendo-a começar a entrar em pânico, as lágrimas já subiam aos olhos e rolavam por suas delicadas bochechas. O homem forte de pele negra impediu a mulher de se aproximar de seu marido, dizendo que ela poderia levar uma forte descarga, enquanto o rapaz que estava com sua namorada também puxava seu celular. Vale lembrar, que nesse tempo, os aparelhos celulares não eram nem tão bons, nem tão frequentes no Brasil. Se formos restringir o espaço de observação a somente a Ilha do Governador, só veríamos nas mãos da classe média, aparelhos que apelidamos carinhosamente de "tijolos", isso quando tinham qualquer celular.
  Voltando às minhas memórias, quando o cara discou o número da emergência e encostou no botão verde, levou um pequeno choque de seu aparelho, o suficiente para largá-lo na calçada.
  "Porra!" Exclamou ele abaixando para pegar seu telefone que entrou em curto e explodiu quando sua mão estava a dez centímetros de distância dele. O susto fez o homem cair no chão, com os olhos arregalados, o medo já o afetava também. Aquilo era demais para ser mera coincidência.
  A mulher gritou novamente após ouvir a última explosão e a tensão começou a aumentar a cada segundo entre todos os mortais que lá estavam. Tensão esta, que se tornou desespero quando a menina, namorada do sujeito que agora se levantava, deu um grito, quase um uivo, ao constatar que o corpo do cara que tinha levado um raio na cabeça havia desaparecido.
  Todos os quatro que ainda estavam acordados olhavam em volta, esperando que alguma coisa acontecesse, que aquele homem aparecesse revelando que tudo tinha sido uma estúpida brincadeira de mau gosto de um daqueles programas de televisão, cada vez mais populares.
  "Meu Deus!" Gritou a mulher que já estava chorando. "Não tem uma nuvem lá em cima!"
  Esse comentário fez com que todos olhassem para o céu estrelado, com uma belíssima Lua Cheia. Demoraram alguns segundos para perceber que Antônio desaparecera. Dessa vez, quem gritou foi a jovem, que agarrou e escondeu a cara no ombro de seu namorado.
  O homem de pele negra, motorista da condução, sugeriu que todos entrassem imediatamente na mesma para que saíssem daquele lugar sinistro. O rapaz branco e sua namorada concordaram e obedeceram prontamente, sentando nos assentos intermediários da kombi. A mulher cujo marido havia desaparecido, no entanto, suplicou que os jovens a ajudassem.
  "Vai entrar, ou não vai, tia?" Perguntou o motorista.
  "O Antônio..." Tentou ela.
  "Seu marido está morto! Entra logo!"
  "Por favor..." Mas ele já acelerava. A velha caiu de joelhos, aos prantos.
  Quando Roberto, motorista da kombi, olhou o espelho da direita, viu um homem de terno encostar um dedo na nuca da velha Augusta, fazendo-a cair no chão.
  "NÃO!" Ele gritou, mas quando o casal de jovens olhou para trás, não viu nada, a não ser o passageiro que levara um raio na cabeça sentado no banco de trás, com um sorriso maligno na cara.
  Com o susto, Roberto bateu a kombi em alta velocidade num poste. Quando ele saiu do veículo, foi correndo pela rua sem notar que todos haviam desaparecido. As lágrimas advindas do desespero já desciam livremente por suas bochechas, ele queria gritar, mas o medo era tão estarrecedor que sua garganta não emitia sons coerentes, só soluços. Ele correu até achar um homem na rua. Feliz em ver aquele estranho, ele se jogou e pôs-se a abraçá-lo.
  "Moço, pelo amor de Deus!" Implorou o homem repetidas vezes entre soluços.
  "Calma, homem!" Disse o estranho com autoridade. "O que aconteceu? Por que está sangrando?"
  "D-d-d-dem-mo-mô-nio! Demônio!" Gaguejou o motorista.
  "Tá louco?" Zombou o estranho segurando o riso.
  "Juro por Deus, moço!" Gritou Roberto agora com a voz mais limpa.
  "Deus... não existe." Disse o homem por fim, calmamente.
  Roberto olhou, pela primeira vez, o rosto do estranho. Antes de ficar tudo escuro, a última coisa que viu foi um sorriso e um par de olhos perfeitamente prateados.
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Mensagem  Krieger em Qui 14 Out 2010, 18:14

Gente, sei que não posto há meses e acho que ainda vou ficar mais algum tempo sem postar. Estou sem tempo pra escrever, corrigir e postar. Anyway, espero que gostem.

Que a Força esteja com vocês.
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Mensagem  Jaum em Qui 14 Out 2010, 19:12

Maldito, você não postou a segunda versão ...
Muito bom... O final foi bem clichê, mas se Você leu os meus posts Você sabe que eu adoro clichês...
Muito bom krieger... mas posta mais filho...
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Mensagem  Krieger em Qui 14 Out 2010, 19:27

Hauahuahuah! Quanto a não escrever a segunda versão, o que importa é o efeito da mágica, e não o truque do mágico.
Quanto ao final... Já que vc foi a pessoa que mais me insurubou pra continuar escrevendo (e eu não reclamo), resolvi fazer o final como vc faria. Parece que deu certo, já que vc comparou. Considere como uma homenagem.

Que a Força esteja com você.
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Mensagem  Jaum em Qui 14 Out 2010, 20:09

Estou lisonjeado
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Mensagem  Nihal. em Qui 14 Out 2010, 20:57

      Krieger, quando você diz: me insurubou, vc se refere a linda manhã de domingo em que você e ele estavam rindo felizes e emitindo sons estranhos no andar de baixo? x)

Ah, gostei.
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Mensagem  Radamael em Sex 15 Out 2010, 10:57

Se eu fosse você, não lembraria dos momentos felizes que eles passaram juntos, até por que você só acordou quase uma hora depois que eles começaram a fazer barulho. Eu me lembro bem da sua relutância em se levantar se juntar a eles/acabar com a "insurubação"...

Quanto ao conto, você vai dar o seu jeito de postar a segunda versão. Não me importa como. Cumpra. Meia foda não tem graça... E no seu caso, sou obrigado a lembrar que quanto à sua "mágica" de fazer as coisas desaparecerem, não existe "meio viado" afinal não é possível dar "meia bunda". Ou seja: de a bunda inteira e pare de nhénhénhé. Posta logo a segunda parte!
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