Harshul: O Bardo meio elfo

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Mensagem  Jaum em Sex 15 Out 2010, 13:50

Dessa vez é pra valer, e com o login certo.

Essa historia é terá um narrador em primeira pessoa e será ambientada no meu cenário de campanha. Sim, o cenário não tem nome, não, não é criativo. Mas talvez seja informativo.

     Os rios correm como prata cortando a floresta esmeralda sob o sol vermelho do fim de tarde, a brisa suave e gelada carrega a mensagem inevitável do inverno e os elfos cantam e dançam a isso. Os elfos amam o inverno, os elfos das sombra pelo menos, porque as árvores congelam e os rios congelam e animas dormem e morrem para banquetear os Ducados de Dulbien. Eu digo essas coisas ruins porque são verdades, meus primos são vivem num lugar difícil de morar, porque as árvores te devoram a noite e os monstros que espreitam nas sombras espreitam dia e noite, mas não no inverno congelante. Só para tornar meu ponto mais obvio em três dias tudo que é vivo morre branco e duro, eu não porque os Daedrin e os elfos construíram umas casas bem quentinhas pras visitas passarem as 40 noites de frio congelante. Você deve querer perguntar sobre os dias, será que eles são quentes? Ou pelo menos menos frios? Não seus anões descerebrados, eles não existem no inverno. O inverno é frio e escuro e o único som é das canções dos elfos assombrando as planícies vazias e as florestas mortas.
     Bom, aqui estou eu enrolado num cobertor quentinho, olhando uma fogueira quentinha, tomando uma sopa quentinha, uma droga de sopa de raiz. Alguém precisa dizer pra esses caras que raiz de árvore assassina cozida não é exatamente comida, mas digam isso quando eu estiver longe. Afinal, longe de mim ofender um primo no inverno. O que acontece se eles me põe pra fora? Será que eu duro quantas horas? Horas... pfft que idéia de orc, dou sorte se sobreviver uma hora. Sabe da melhor? Tem gente aqui que nem sabe o que é orc, sempre que eu encontro um desses eu logo ensino pra eles que orc são anões grandes, verdes e espertos. Continuando no papo dos orcs, você deve estar pensando como eu vi os rios prateados e a floresta lá fora daqui de dentro. Não está? Está sim, mas um bom bardo não revela os seus truques secretos.
     Já que não posso falar das minhas cartas na manga nem da qualidade das janelas daqui de Maiketh eu vou contar o que eu vejo por elas além das árvores que vão morrer e do rio que vai congelar. Os predios são todos de pedra e árvores tortas. Não madeira, e sim, árvores tortas como em Drainhost, mas coladas nas pedras quase em simbiose. A cidade é pequena e fica numa planificação na montanha Simael, vivem aqui cerca de trezentas pessoas muito mal vestidas. Prefiro a moda de Malfact, aqui as pessoas usam muitas peles e folhas trançadas e enfeites de flores e penas e no outono eles até usam um penduricalhos de gelo. Mas aqui é o interior do pais as partes centrais ficam na floresta, lá é muito chato e tem muita gente querendo falar comido sobre umas coisas que sumiram de umas casas de gente rica, um absurdo desconfiarem de mim só porque algumas dessas coisas apareceram no meio das minhas coisas. As prisões de Dulbien são terríveis. Se algum dia você acabar em uma pode me contar como é lá dentro.
     A, sim, voltando a cidade. Estou na casa de um primo lenhador, é como eles chamam quem caça na primavera e no verão, é preciso muita coragem para ser lenhador porque apesar de os bichinhos passearem pela floresta sem traumas as árvores não gostam de elfos. Nem de humanos. Nem de anões, nem de orcs, mas eu acho que elas odeiam os últimos pelo cheiro ruim. Falando em coragem eu tive a coragem de pegar um navio para não passar pela floresta, afinal, eu odeio mosquitos. Bom, num lugar tão difícil de viver você pode imaginar o que um bardo sofisticado como eu faz pra viver, primeiro só vou ficar aqui até o fim do inverno e nunca mais volto, segundo eu sou muito cheio de pericias e eles me deixam ajudar em tudo que não envolva qualquer habilidade, como varrer a casa e contar historias para as crianças, terceiro eu estou desembolsado uma grana que eu achei quando aquele pessoal que tava atras de mim foi roubado.
     Enfim, eu comecei essa bobagem pra falar sobre a cultura dos primos do norte, do extremo norte, e não sobre mal entendidos e detalhes inúteis. O pessoal aqui não deixa as crianças trabalhar e nem tem druidas por aqui, magos tem pelo menos um por cidade. Os magos mandam as crianças promissoras para o Duque da região, no caso daqui o Duque Rayfaran um nobre filho de orca anã ou de uma anã verde. As pessoas gostam dos magos aqui, as pessoas gostam de pessoas por aqui são todos muitos receptivos porque quase nunca vem alguém aqui nesse lugar desolado. Só vem alguém aqui pra comprar metais, trazer comida, levar crianças para os magos do duque e essas coisas rotineiras. A sim o Duque visita de a cidade de cinco em cinco anos, pouco tempo pros primos do norte.
     Bom, vejo você de novo depois do inverno quando eu puder pagar um clerigo para devolver os meus dedos que vão congelar aqui, com sorte só perco os menores. A... vale a pena, considerando que daqui eu vou para Darhin visitar os daedrins e lá é menos frio. Muito menos frio. Espero que nenhum orc coma as suas pernas nem que você sem querer amarre a barba de um senhor da guerra anão em um cavalo bravo. Até a próxima.



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Mensagem  Krieger em Sex 15 Out 2010, 17:36

Gostei, apesar de o personagem ser um tanto tagarela. Claro que isso o faz ser engraçado, também. Continue escrevendo.
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Mensagem  Radamael em Sex 15 Out 2010, 19:27

Só a Nihal gosta desses elfos apelões safados que fizeram um pacto com o Pé-Preto.
Vou apresentar o Bute Marrom para eles verem o que é apelação...

:p

O seu bardo fala demais, mas acho que é de todos eles... Ele também divaga demais. Não vejo motivo para não gostar de orcs...
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Mensagem  Nihal. em Dom 17 Out 2010, 11:45

   Há, se você prestar atenção nas coisas, vai parar de fazer posts como Nihal. (E me deixaria muito feliz, oks?)
Anyway, a historinha é legal. Sim, ele fala muito e é meio enrolado.
Again: Pontos, vírgulas, acentos e blá blá blá. Sim, amo os Elfos de Dulbien, eles são lindos e a Lorien superhipermegafoda. HSUAHSUAH.

      "Tem gente aqui que nem sabe o que é orc, sempre que eu encontro um desses eu logo ensino pra eles que orc são anões grandes, verdes e espertos." HAHA, amei.

See ya xx
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Mensagem  Jaum em Qua 20 Out 2010, 21:04

     O gelo se desfaz na manhã fria de primavera enquanto as raízes toscas rasgam o solo congelado fazendo garras ameaçadoras contra o ceu violeta e vermelho. As montanhas vertem lágrimas brilhantes que fazem transbordar os rios que cortam a terra rumo ao mar. O mar gelado e perverso das costas rochosas de Dulbien. O mar frio e cinzento que esconde as sombras dos piores pesadelos. Certo, despedidas me deixam assim, falador. Nunca sou de demorar nas conversas sem porque. Diz minha mãe que isso é coisa de orc, mas sei por experiência que meios orcs falam menos. Falam pouco. Mas orc não são o assunto. Por assunto eu não digo fofocas, como essa aqui em Maiketh de uma elfa linda querendo fugir com um forasteiro que matou um grande vermelho, digo coisas importantes como contar para todos que eu não bem matei o grande vermelho. Ele era bem grande.
     Agora eu deixo, com dor no coração e todos os dedos, o pequeno santuário que me protegeu do frio do inverno e sigo minha estrada para Aelon uma cidade portuária onde eu posso pegar um navio bom. Digo que meus dedos estão na minha mão porque estão mesmo e a dor está no meu coração porque é linda a primavera aqui de cima, o sol se reflete em cada cristal de gelo sobre as pedras, as crianças brincam escorregando no gelo ou procurando os insetos que voltam para onde as plantas acabaram de voltar. Elas voltam no silêncio da noite congelada e eu vou embora em uma manha ensolarada. Eu deixo a cidade nas montanhas para descer pelas mal formadas trilhas que para nos graciosos e ageis meio elfos são tão difíceis quanto seria para um maldito anão pegar um livro na prateleira mais alta. Essas trilhas me tiram do serio, porque fazer uma cidadezinha tão bonita se é tão difícil chegar lá? Isso me lembra de usar minhas incríveis magias de vôo, não por preguiça porque eu sou atlético e incansável. Mas por pressa, tinha de chegar a Aelon em menos de uma semana e a pé eu demoraria três dias, sozinho na montanha fria e nas planícies congeladas. Não que eu tenha medo desses lugares, é só que eu não trouxe o meu saco de dormir, parece que eu esqueci ele dentro da bolsa de alguém ou algo assim.
     A como Aelon é bonita e grande comparada a Maiketh, na alta estação tem mais de mil piratas lá. Todos fingindo ser algo que não são, mas quem sabe realmente? Eu o mercador de raízes exóticas ? Nem se pergunte, esse é o meu disfarce na cidade, se me perguntam o nome eu sempre digo que é... Bom esqueci, que diferença faz? Ninguém nunca lembra. Aparentemente nem eu. A, eu dizia que a cidade era bonita, as casas feitas de pedra branca e macia como sal e as torres foram esculpidas em grandes pedras negras tiradas do chão com magia. Eles estão no chão agora, eu quis dizer que elas não são naturais, são perfeitas com doze lados polidos e brilhantes e os símbolos arcanos pintados na mesma cor das casas. Parece que o lugar nem devia existir. A, sim aqui em Dulbien doze torres de doze lados são comuns. Quase toda grande cidade tem um anel de torres assim. Algumas tem mais de um. Dizem que tem alguma relação com as doze sombras, ou os doze duques de Dulbien. Tudo com "D" imagino que deve ser uma letra para representar um conceito arcano oculto ou como diria meu grande amigo meio orc, e também colega de profissão, "pode ser uma coicidencia cavalar". Sempre disse pra ele que a frase tá errada, e ele ouve?
     Os muros da cidade são magníficos e velhos e fáceis de escalar se você for um desses caras que escala muros para roubar coisas. E os guardas? Eles meio que nunca lutaram na terra natal deles, eles se preocupam com monstros entrando e ladrões saindo, mas de resto qualquer um entra. Ou quase, os dragões nunca puderam entrar numa boa em Dulbien, mas quem garante. Os guardas falam elfico e se você não sabe pedir direito para entrar ai eles não abrem o portão. As pessoas não ficam entrando e saindo. Dulbien é um reino perigoso e eu acho que eles só abrem os portões grandes quando uma caravana sai e você não quer roubar uma caravana, alguns dos guardas viram os deuses cairem. É o que dizem. Por sinal a terra dos elfos das sombras é cheia de templos desfigurados com estátuas desfiguradas e orações apagadas. Achou que eu ia repetir a palavra? Eu não faço isso.
     E eu espero e espero porque minha velocidade de vôo me trouxe a cidade em um dia, tenho que esperar sete. Eu vou ficar na taverna do Alorros ou Amatae ou Bela amada, é uma taverna boa e seca. E seca é algo incrível em Aelon, é quase como limpa em Rill. A você veio de onde? Não sabe onde é Rill, nem o que é ? É onde moram uns caras parecidos com orcs eles estão para os orcs assim como os elfos para os humanos. Superiores até, mas parecidos na essência. E bonitos, como nos elfos somos. Eu sou meio elfo sim, mas é a mesma beleza. Sabe o que eu achei? Meu saco de dormir. Onde? Na minha bolsa oras.
     Nos vemos de novo quando o navio zarpar para rasgar os mares cinzentos e me levar em segurança para os desertos do povo amaldiçoado, os soldados do exercito branco, os sucessores dos dragões, os últimos suspiros do incomparável deus dos dragões.

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Mensagem  Radamael em Qui 21 Out 2010, 07:41

Como era meio que a intenção do fórum, essa sua idéia de mostrar o seu mundo atravéz de contos me inspirou. Postei o primeiro conto no "Novo mundo"... :p

Eu quero ver esse bardo nas terras dos mortos vivos lá... Que eu esqueci o nome. Quero ver se ele sobrevive...
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Mensagem  Jaum em Qui 21 Out 2010, 14:06

Brigada vermelha.
Não sei como anda a brigada no tempo de vida do bardo. Ele vive alguns anos depois dos players do ultimo jogo, cerca de meio seculo. Não decidi exatamente quando a brigada cai, ou digamos assim é despedaçada.
Ele vai passear e passear antes. Ele vai até em três cidades no reino dos Daedrins e depois eu naum vou contar, mas eventualmente ele chega em Sil.
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Mensagem  Radamael em Qui 21 Out 2010, 14:14

Eu só vou mudar os vilões do cenário quando os players derem cabo deles... Isso inclui o Chefe da Horda Orc... Ninguém nunca nem pensou nele preocupados com o Lich, com o Dragão e até mesmo com o Deus dos Dragões. O cara é de trigésimo nível e é Bárbaro Frenético... Fora que tem milhares de orcs sob seu comando...

Ainda seria divertido vê-lo no meio do território da Brigada...
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Mensagem  Jaum em Qui 21 Out 2010, 15:22

Ele ia ficar com medo de chegar perto da brigada, até de olhar na direção de lá. Proximo passo é a viagem de navio.
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Mensagem  Nihal. em Qui 21 Out 2010, 17:54

            HSUAHSUAHUAH, esse meio-elfo é muito chato! Mas, eu gostei dele. Eu nem vou falar sobre o resto, você já sabe. HAHA
             "Por sinal a terra dos elfos das sombras é cheia de templos desfigurados com estátuas desfiguradas e orações apagadas. Achou que eu ia repetir a palavra? Eu não faço isso."
       Melhor parte ever! HAHA, esse meio-elfo tem probleminhas. x)
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Mensagem  Radamael em Ter 26 Out 2010, 17:02

É impressão minha, ou esse meio elfo é inspirado na Nihal?
Ele tem problemas e fala demais... Fora que detesta orcs...
Será...?
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Mensagem  Jaum em Ter 26 Out 2010, 17:59

Bom, ele se enrola feito a nihal, mas as semelhanças param ai. Ele tem um senso de humor que escapa a compreensão da mesma, ele legal e só vai melhorar, quando ele começar a contar historias... e não narrar o que ele tá fazendo. Ele é pouco confiável em alguns aspectos... não todos...
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