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Mensagem  Radamael em Qui 26 Ago 2010, 22:28

Isso é um resumo brutal que já está desatualizado... Muita coisa já mudou... Mas mesmo assim eu posto para inspirar os outros e para que me dêem idéias... Fora que os Players tem que conhecer o mundo de campanha, né Jaum? Nihal?
Radamael
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Um Novo Mundo Empty Re: Um Novo Mundo

Mensagem  Radamael em Qui 26 Ago 2010, 22:29

Não se sabe quando, pois não havia tempo, não se sabe onde, pois não havia mundo. O Grande Deus surgiu e com seu imenso poder ele criou o universo. Com grande parte de seu poder exaurido, ele criou cinco deuses para criarem um lugar agradável para que ele passasse a eternidade.
Os cinco se empenharam no trabalho de forma exemplar. Um deles escolheu um lugar para todos trabalharem; outro fez com que uma estrela explodisse em fogo eterno; um terceiro criou os acidentes geográficos; o quarto fez com que crescessem plantas e o último povoou o mundo com animais e monstros.
Depois de tudo criado, eles começaram a criticar as escolhas e os feitos uns dos outros. O Grande Deus não havia retornado, então as rivalidades surgiram. As lendas contam que foi um período de grande destruição; ficou conhecido como a Guerra Primordial. Os animais começaram a crescer e ficaram grandes e mais fortes; alguns passaram a se alimentar de carne. A Guerra entre os poderes mudava a geografia do local e chacinava milhares de animais.
Depois de um período desconhecido, o deus que ascendeu a estrela foi morto na Guerra. Seu corpo caiu num dos fluxos de energia que a Guerra criara, uma das diversas linhas de energia que cortavam o mundo. De sua carcaça surgiram duas espécies de seres muito semelhantes, mas muito diferentes entre si. Dentre esses seres, dois, um de cada espécie, mantinham grande parte do poder divino do deus caído. Eles eram Io e Dagon; Io era o maior e o mais forte da espécie grande, a espécie que viria a ser conhecida como dragões; Dagon era o mais inteligente e o que aprendia com mais facilidade da espécie pequena, cujo nome viria a ser dragonborn.
Os grandes dragões logo se impuseram sobre os pequenos dragonborn, e sobre todas as outras criaturas. Foi um período de trevas no qual a Guerra ainda acontecia no mundo e que, nos raros intervalos de trégua entre os quatro restantes, os dragões tiranizavam as criaturas menores.
Algum tempo depois, outro deus caiu em batalha: o que havia criado a vida vegetal. Deste somente surgiu uma espécie: ainda menores do que os dragonborn, eles eram frágeis e delicados, mas conseguiram sobreviver graças a dois dos seus, os primeiros a surgir, os que foram nomeados de Apolo e Ártemis, os dois que mantiveram parte do poder divino do deus caído. Oculto pelas matas, eles conseguiram sobreviver a esse período de destruição, ao contrário de muitos dos animais criados pelo quinto deus.
Sobraram dois deuses ativos na guerra, o deus que escolhera o local tentava a todo custo manter-se neutro. Os outros dois se destruíram mutuamente num último estertor de fúria selvagem. Dos dois, um caiu nas montanhas que criou e o outro caiu numa floresta habitada pelos filhos de Apolo e Ártemis.
Aquele que caiu nas montanhas gerou duas raças, diferentes, mas não tanto quanto os dracônicos, uma raça era a menor surgida até o presente momento, a outra só perdia em tamanho para os dragões. O patrono dos menores foi chamado Patriarca e foi eleito líder da raça dos anões. Descobriu a forja e a metalurgia. Logo entrou em guerra com os gigantes, sua raça irmã, liderados por Stormrage. Os gigantes tinham força e tamanho, enquanto os anões tinham forjado armas e armaduras de ferro. Seu surgimento ocorreu durante uma trégua entre os dragões, que reuniam poder para tomar o lugar dos deuses ausentes. A guerra entre gigantes e anões seguia junto com a dos elfos.
O que caiu na floresta gerou uma raça de seres de pele esverdeada e feições animalescas. Dois entre eles detinham poder divino e lideraram sua raça numa guerra genocida contra os elfos. Já estabelecidos e armados com espadas, arcos e armaduras leves, os elfos repeliram os ataques com facilidade matando muitos da raça que eles batizaram “orcs”, palavra élfica para selvagens. Enfraquecidos, os orcs foram repelidos para as montanhas ao norte, queimando as florestas élficas no caminho, onde se aliaram aos gigantes contra os anões.
Vendo que a guerra consumia o mundo que escolhera com tanto carinho o último deus restante escolheu o maior fluxo de energia e, dentro desse fluxo, se sacrificou.
Seu sacrifício gerou duas coisas: a primeira foi uma raça nova e a segunda foi a organização dos fluxos de energia. Os fluxos passaram a cobrir o mundo de forma uniforme. Alguns lugares ainda mantinham fluxos diferenciados. Esses fluxos seguiam em linhas e cada linha tinha um poder diferenciado, um aspecto diferenciado. Algumas dessas linhas se cruzavam formando nodos de energia.
Essa organização do fluxo e a criação dos nodos deu a todos uma nova arma: a magia. A nova raça, que se batizou de Eladrins, foi a primeira a descobrir a utilização dessa energia. Vários deles tinham surgido com um dom natural para a manipulação da magia e um deles tinha uma aptidão tão natural que deixava até mesmo os outros Eladrins para trás. Ele era um líder da raça, o líder que todas as raças possuíam, o líder que mantinha uma parte do poder dos deuses.
Esse eladrin começou a trabalhar para codificar a magia, colocando-a ao alcance de todos. Depois de anos de trabalho exaustivo, ele utilizou o idioma dracônico como catalisador da vontade da pessoa. Alguns elfos haviam conseguido codificar a magia de uma forma diferente com um pequeno auxílio do Eladrin, mas sua magia era extremamente complexa, embora muito poderosa. Ao contrário dos elfos que esconderam sua magia, o eladrin buscou popularizar a sua, deixando-a ao alcance de todos. Ele começou a manter diversos discípulos tanto com o dom quanto sem o dom. Depois de poucos anos ele percebeu que a magia desenvolvida por ele, embora simples, se comparada com a dos elfos, ainda exigia um vasto grau de inteligência, e quanto mais inteligência, mais facilidade para dominar a arte.
Enquanto o eladrin trabalhava com seus discípulos e desenvolvia a magia escrita, os outros Eladrins construíam uma grande cidade para abrigar a sua raça dos dragões.
Com uma inusitada aliança entre anões, elfos e Eladrins, os dragões foram repelidos pela primeira vez, os anões agiam como infantaria, os elfos eram arqueiros, e os Eladrins forneciam o suporte místico necessário.
Depois da guerra, os mais poderosos de todas as raças passaram a serem venerados como deuses e, para a surpresa de todos, seus seguidores adquiriam a capacidade de utilizar a magia enquanto seguissem as ordens de seus deuses. Diferentemente dos que utilizava a feitiçaria ou a chamada magia arkana, os sacerdotes e clérigos eram capazes de curar e, os mais poderosos entre eles, até mesmo ressuscitar os mortos.
Os novos deuses descobriram os planos exteriores e cada um deles escolheu um plano para tomar como morada. Pouco depois, repararam que as almas de seus seguidores mortos migravam para seus reinos divinos.
Através de experimentos com os planos, um dos discípulos do agora deus Arkana, o mago descobriu os portais e ensinou sua raça a utilizá-los. Ele era um anão, um dos raros anões magos, já que a raça nutria uma grande desconfiança da magia, pois seus inimigos geralmente a utilizavam contra eles. Com algumas alterações, os anões adaptaram a magia para que seus sacerdotes pudessem utilizar a magia fornecida pelo Patriarca para abrir os portais. Eles escolheram um local de fronteira com os elfos, já que a guerra contra eles era eminente.
O que os anões não sabiam era que os elfos tinham conseguido desenvolver as mesmas magias e tinham escolhido um local muito próximo do local escolhido pelos anões. Ambos disfarçados com magia conseguiram construir uma série de portais para invocar soldados e diminuir as baixas do seu lado.
Como a magia ainda estava em fase experimental, a rede de portais se comportou de forma inusitada: começaram a distorcer o espaço. Como estavam à procura de guerreiros, os portais abriram caminhos para mundos habitados por uma raça adaptativa e beliciosa: os humanos entraram em grandes ondas pelos portais, seus deuses e líderes entre eles, alguns se aliando aos anões, outros se aliando aos elfos e terceiros cuidando somente de si mesmos e atacando a todos sem definição. A guerra entre os elfos e anões seguia sem avanços por nenhuma parte. Ambos mantinham praticamente o mesmo território de antes.
A guerra seguiu até que os anões sofreram um grave revés: os gigantes e os orcs atacaram e eles receberam a ajuda de uma raça vinda dos portais. Os Trolls auxiliaram os inimigos dos anões por pura raiva de terem sido arrancados de seu mundo natal. Os elfos tentaram aproveitar a vantagem, mas um dos reinos élficos se rebelou e atacou o império, invocando extraplanares e utilizando os humanos como bucha de canhão. Isso desencadeou uma desintegração do Império Élfico com cada província lutando contra as outras. Um reino utilizou sua alta magia e fez diversas cidades voarem, outro reino, sendo severamente atacado pelos revoltosos utilizou sua alta magia e afundou seu território na água, afundando consigo a parte central do continente. Outro reino foi devastado por uma praga mística e se retirou para o norte, outro teve o destino semelhante, tendo suas terras ressecadas por uma poderosa maldição, mas estes ficaram no reino, utilizando o deserto a sua volta para proteção.
Durante a guerra élfica, os anões foram expulsos para o subterrâneo e os orcs debandaram para as planícies, os humanos que lutavam em todos os lados se libertaram graças à intervenção do maior discípulo de Arkana que já viveu e foram para as terras centrais, onde começaram a lutar com os orcs por território. Recebendo discípulos de todas as raças, o eladrin iniciou uma sociedade acadêmica e voltou às suas pesquisas compulsivas, com o auxílio de seus discípulos mais promissores.
Pesquisando todos os tipos de fluxos, que ele batizou de Linhas de Ley, o feiticeiro e mago eladrin dividiu a magia em nove escolas e percebeu que a feitiçaria desafiava esse padrão, pois a feitiçaria tirava suas forças dos planos elementais e seu usuários não seguiam feitiços pré-estabelecidos. Percebeu também que os rituais dos magos estavam incompletos e ainda existia muito que poderia ser feito seguindo os padrões.
Criando diversos feitiços únicos e tentando alcançar seu deus em poder e maestria, ele começou a pesquisar o ramo mais obscuro da magia: a Necromancia, a arte da morte. Desenvolvendo magias e feitiços únicos ele conseguiu ressuscitar os mortos, mas não de forma completa como os clérigos. Suas criações eram paródias da vida: continuavam mortos, mas agiam como os vivos. Eram pálidas imitações da vida, uma vida incompleta e imperfeita.
Mas eram excelentes servos e soldados. O mago começou a utilizar seus novos servos como forma de defesa para que não interrompessem seus estudos. Pesquisando os planos à procura de inspiração para seus novos rituais, ele encontra o cadáver do falecido deus orc que morreu no início das guerras. Através de alguns novos rituais ele consegue trazer o deus orc de volta a vida. Pelo menos em parte. As magias reagiram com o poder divino do deus caído e o trouxe com ainda mais poder do que possuía antes.
A volta do deus causou uma severa perturbação na realidade, alertando todos os deuses, incluindo os deuses humanos. Uma palavra ecoou na mente de todos: Kael’Toraz. O Ressurgido. O Ceifador. Poucos identificaram o retorno, mas todos sabiam que um deus havia retornado.
O Grande Deus havia de fato sido alertado e retornou ao mundo durante a perturbação, o que para muitos justificou a perturbação em si. Vendo o estado do mundo, ele ordena aos deuses que se submetam a ele. Os deuses humanos que haviam vindo de outros mundos nada deviam a esse deus, e os deuses do próprio mundo já não eram os deuses criados pelo Grande Deus, então não sentiam nenhum laço específico com ele.
Vendo que não seria obedecido, o Deus criou um largo exército de anjos e subjugou alguns outros celestiais. Alguns mortais, principalmente humanos, se voltaram para o novo deus e, junto com o exército celestial, iniciaram uma Guerra Santa contra os outros deuses. Todas as raças eram atacadas, principalmente os sacerdotes de outros deuses. Os elfos ainda sofriam com a guerra civil que assolava os reinos élficos. Os dragões eram escravizados pelos sacerdotes que ganhavam muito poder em pouco tempo. Os anjos ganhavam diversas batalhas nos reinos superiores e se dividiram em quatro castas, cada qual com a sua área de especialização. Os deuses humanos iniciaram uma campanha contra o grande deus. O deus orc inflamou seus filhos com uma ira sem limites e suas tribos formaram uma grande horda devastando as cidades tomadas pelo deus único e desviando sua atenção da guerra santa, invadiu o subterrâneo atrás dos anões, que graças a seu Patriarca se mantinha ilesa na guerra santa, oculta no subterrâneo.
O mago, que havia ressuscitado o antigo deus orc, absorvia todo o conhecimento adquirido pelo deus durante sua morte. Com ajuda do deus ele conseguiu desenvolver ainda mais sua magia necromântica e seus soldados ficavam cada vez mais fortes. Quando antes ele só produzia esqueletos e zumbis, agora ele conseguia criar carniçais e lívidos. Cada vez mais fascinado com o poder sobre a vida e a morte, ele selecionou seus mais fiéis discípulos e os iniciou nos mistérios da vida e da morte. Quanto aos outros, todos foram enviados em missões perigosíssimas em vários planos para angariar componentes para a pesquisa ou grimórios antigos que não se sabiam quem eram os autores originais. Muitos dos enviados morriam na tentativa. Os poucos que retornavam com vida eram prontamente mortos e seus corpos utilizados como fontes para pesquisa.
Um dos discípulos era em dos elfos cujo reino se revoltara e, com o apoio de seu mestre, que começava a afundar na devassidão, forneceu ao reino revoltoso o recurso da necromancia. Antes desse novo recurso, o reino estava em severa desvantagem, sendo atacado por diversas frentes: por terra, pelo mar e até mesmo pelos céus, sendo bombardeado com fogo grego vindo das cidades voadoras. Depois de estudado o novo tipo de magia, a guerra virou, com os rebeldes tendo seus exércitos renovados pelos soldados mortos.
Irritado com a guerra que já durava mais de trezentos anos, o grande Apolo puniu todos os rebeldes fazendo com que o sol queimasse sua pele e tornasse branco o seu cabelo. Negros de pele e quase cegos pelo sol causticante, os rebeldes fugiram para o subterrâneo e, com sua magia, expulsaram os anões de uma parte do subterrâneo. A líder do clã rebelde conseguiu desenvolver uma magia poderosíssima e assassinou um deus dos humanos, absorvendo seu poder divino.
Ascendendo à divindade, ela tenta retirar a maldição de Apolo, mas por Apolo ser uma divindade mais poderosa e mais antiga ela conseguiu somente abrandar a maldição. O sol não mais queimava suas peles, mas ainda os deixava desconfortáveis e os ofuscava com muita facilidade. Alguns de seus filhos ficaram na superfície, ocultos pelo poderoso mago que havia fornecido a eles o poder sobre os mortos. Esses não tiveram sua maldição aliviada, mas se tornaram experiências do mago que havia descoberto como criar um novo tipo de morto-vivo. Capturando todos os revoltosos sob sua custódia, ele os transformou. Esses diferiam dos outros por manterem a inteligência. Mantinham até mesmo os poderes místicos. Tudo aprimorado pelo poder da não-vida. Surgiam os vampiros. Todos os seus descendentes, mesmo os que não eram elfos sofriam com o sol que lhes queimava e matava. Esses se tornaram os oficiais do exército que começava a surgir.
Ainda oculto pelo véu de mentiras e enganos, Kael’Toraz, o Deus da Morte, seduziu muitos dos anjos, fazendo com que abandonassem a guerra e se voltassem para o mal, vendo que alguém havia conseguido corromper os anjos, vários deuses humanos e a divindade dos chamados elfos negros também iniciaram uma forte campanha de corrupção celestial.
Muitos anjos caíram, o que diminuiu o poder do exército do deus único. Esses anjos caídos tinham as asas negras e não mais possuíam a bondade inerente a raça. Pouco depois os anjos corrompidos abandonaram os deuses que os corromperam, percebendo o plano deles em enfraquecer o deus único. Juntos eles tomaram um plano desabitado e passaram a habitá-lo formando rapidamente uma hierarquia rígida, com promoções baseadas na quantidade de poder e de corrupção gerada por cada um.
O plano logo desenvolveu características nefastas, baseada nos corrompidos anjos, denominados Diabos. Pouco depois as almas corrompidas pelos Diabos começaram a migrar para o plano deles, tornando-se Diabos de baixo escalão, que se desenvolviam ainda mais devagar que os caídos. O plano alterado começou a alterar as aparências e poderes de seus habitantes fazendo com que quase todos adquirissem feições abissais e monstruosas. Ironicamente, somente os mais poderosos entre os anjos caídos mantiveram suas aparências celestiais e conseguiram manter-se no topo da cadeia hierárquica do Inferno, nome pelo qual o plano passou a ser conhecido.
Vendo como os anjos foram facilmente corrompidos, o deus único os baniu. Vários deles se voltaram para os outros deuses bondosos, isso alterou a forma deles, diferindo seus poderes do padrão. Aproveitando a vantagem oferecida pela queda e pelo banimento dos anjos, os deuses numa aliança inusitada atacaram em conjunto. Todos os deuses juntos. Malignos e bondosos. Todos.
Para se defender, o grande deus foi aos planos elementais e, utilizando a essência dos elementos cria quatro novas divindades. Uma para cada elemento. Fogo. Água. Terra. Ar. Manifestando-se em seus respectivos planos, eles utilizam a energia residual de sua criação e do elemento dos planos. Criando raças compostas de elementos e matéria. Com um grande portal, eles movem seus exércitos elementais para o plano material.
Lá, eles combatem os exércitos divinos e os anjos rebeldes e alguns dos caídos. Os quatro deuses elementais ficam ao lado do grande deus, enfraquecido por mais criações. Os deuses humanos se unem e atacam severamente os deuses elementais. Esse ataque revolta os elementos no plano material, causando diversos maremotos, terremotos, furacões e erupções vulcânicas. Distraídos e inflamados com o ataque dos deuses, os quatro entram num combate furioso destruindo alguns deuses menores dos humanos. Aproveitando mais essa guarda aberta, os deuses não-humanos, à exceção de Kael’Toraz, que permanecia oculto, atacaram o grande deus com todas as forças.
As duas batalhas divinas simultâneas, os deuses humanos contra os deuses elementais e os deuses não humanos contra o deus único, o mundo se sacudiu com o embate. O combate do deus único ocorrendo em múltiplos planos ao mesmo tempo e a luta dos elementais ocorrendo cada qual em seu próprio plano.
As batalhas no plano material tornavam-se cada vez mais encarniçadas os quatro generais elementais, todos poderosos feiticeiros, invocavam magias quase divinas, manipulando tanto mána que muitos achavam que eram os próprios deuses em combate.
O mago eladrin conseguia manter suas torre intacta desenvolvendo suas magias e roubando os corpos dos mortos na guerra para aumentar os seus exércitos. Como adição à sua horda, ele desenvolveu fantasmas e espectros, imunes às armas comuns. Tomado pela sede de conhecimento necromântico, ele perde seus poderes clericais, que antes eram fornecidos pelo deus da magia. Agora, fornecidos pelo deus da morte. Iniciando um culto de morte e sacrifícios, o sacerdócio ao deus da morte tem um começo brutal com uma hecatombe em honra ao deus sombrio.
Como recompensa, o maligno deus ensina um último recurso ao mago: a transformação em um poderoso mago morto-vivo. O tipo de morto-vivo recebe o nome do mago, como uma grandiosa forma de homenagem: Lich.
Nos reinos divinos, os quatro deuses elementais são mortos quase que ao mesmo tempo. Suas essências são absorvidas por seus generais, que incapazes de conter tanto poder, libertam os seres elementais de sua imposição mental e todos das raças elementais adquirem o livre arbítrio.Muitos dos que lutavam nos planos nativos dos elementos caíram. Com a morte dos quatro deuses eles foram tragados para um plano desabitado. Revoltosos e sem deuses para guiá-los eles se entregaram à selvageria e à devassidão. Profanados pelas energias abissais do plano, eles se tornara, malignos e sem remorsos. Sem a hierarquia dos anjos caídos e entregues à selvageria dos elementos, eles representavam um mal brutal e sem planejamento, um mal sem razão e sem propósito. Foram nomeados Demônios, sua essência elemental logo corrompida e transformada em garras e couro, em mal e em destruição. Cercados pelos exércitos mortais e pelos deuses humanos, eles se rendem, encerrando assim a guerra no mundo material.
Nos planos, a deusa da noite dos elfos e assassinada em combate pelo grande deus único. Sua essência é absorvida por sua sumo - sacerdotisa. Uma das elfas do norte de nome Diana. Mantendo o aspecto da noite e da lua, ele absorve o aspecto do frio de um deus humano caído, aumentando o seu poder e tornando-o comparável ao de Apolo.
Renovada, ela retorna a luta e, com o reforço dos deuses humanos, os deuses conseguem encurralar o deus único no plano de ligação. Um plano que leva a todos os outros.
Num combate final, o deus único é vencido com uma poderosa rajada de energia, formada pelo poder de todos os deuses. Caindo através dos planos, sua queda rasga o tecido planar unindo em um ponto todos os planos, sobrepondo a cidade onde caiu no plano material a todos os outros planos. A cidade - estado dos Eladrins é destruída pela queda, unindo-a aos reinos dos deuses, aos planos elementais, a todos os planos, sem exceção, tamanho foi o poder da queda.
A queda causou um caos planar fortíssimo e uma poderosa tempestade assolava todos os planos e se tornava mais forte à medida que se aproximava do centro da fenda planar.
Um poderosíssimo grupo composto por membros de diversas raças, que era composto por: um dragão vermelho antigo e poderoso; um anjo caído que se recusara a sucumbir à maldade da corrupção; um anão paladino que era líder de um clã anão; uma feiticeira do gelo que era também uma sacerdotisa de Diana e líder dos Lythary; um titã que formava um grupo de guerreiros forte a seu redor; um guerreiro humano famoso por não utilizar itens místicos; uma druidisa elfa marinha que era a princesa do reino submarino de Atlanthys; um mago elfo do céu que havia feito a primeira cidade élfica voar; um orc bárbaro que havia sido declarado líder de todo o Flagelo; um mago de guerra humano que já estendia a sua vida por mais de dois séculos; um mago feiticeiro eladrin que tentava manter a cidade - estado dos Eladrins frente à fúria da tempestade que assolava sua cidade e um colaborador oculto que nunca mostrava seu rosto para os outros e resistia a qualquer intromissão mágica.
Esse grupo conseguiu abrandar a tempestade e fazer com que retrocedesse apenas para os limites da cidade. O mago eladrin conseguiu, com o auxílio do colaborador desconhecido, erguer uma poderosa proteção mística ao redor da cidade, tendo como centro uma torre erguida com o poder de todo o grupo, terminando com uma altura antes considerada inimaginável. Com a tempestade contida no plano material e com a cidade protegida o grupo se dividiu, cada um responsável por reconstruir sua parte do mundo.
O colaborador, que era o lich, já há muito esquecido, começava a lentamente aumentar o seu exército, subordinando diversas raças e monstros do subterrâneo a seu comando. Pesquisando. Esperando. Sua torre negra angariando muita influência ao seu redor. Nas proximidades da torre os diabos e os demônios conseguiam permanecer mais tempo. Sua influência sentida mais forte. A violência e o medo crescente junto com o surgimento de diversos meio-abissais.
Os reinos cresciam em alguns conflitos ocasionais por território, mas nunca nenhuma guerra em larga escala. Nunca semelhante à Guerra Santa. Por bênçãos dos deuses, os membros do grupo original não mais envelheciam. Seguiam sendo líderes de seus povos. Seguiam juntando poder. Até o ataque.
Veloz e sem piedade, o Lich ataca. Seu ataque revela as fragilidades de diversos reinos. As tribos orcs foram subjugadas no primeiro assalto e diversas fortalezas anãs foram destruídas. Isolados, os reinos tentavam erguer defesas e reunir o maior número de soldados possível. A cada vitória, o exército do Lich crescia. Seus generais, todos magos de grande poder, a maioria lichs, eram responsáveis por organizar as hecatombes necessárias para animarem morto-vivos em larga escala.
Os reinos élficos foram os primeiros a se unir, sob ordens de Apolo que havia pressentido a mão de Kael’Toraz no ataque. Mais organizados e mais poderosos que os reinos humanos, os elfos conseguiram ganhar a primeira batalha contra o vagalhão dos mortos. Convocando celestiais de Apolo e alguns dos anjos que serviam a ele, os elfos tentavam minimizar as perdas e refrear o vagalhão morto-vivo. Seus sacerdotes queimavam até os ossos os morto-vivos com fogo sagrado.
A ofensiva élfica deu tempo aos reinos humanos e as tribos orcs remanescentes se organizarem e erguerem proteções mais fortes. Infelizmente as vilas mais afastadas continuavam a alimentar os exércitos com mais corpos, com mais soldados. Em sua perversidão, Lich utilizava os morto-vivos criados num reino para atacar o próprio reino, na esperança de que encontrassem parentes ou amigos no campo de batalha.
Os deuses haviam selado um pacto no fim da Guerra Santa: eles nunca mais iriam interferir diretamente no mundo. Pela primeira vez esse pacto havia sido posto em xeque. Kael’Toraz não irtervia diretamente, mas dava a seus sacerdotes o poder de fascinar os mortos com seu esplendor macabro, fazendo com que os mortos animados por outras pessoas servissem a sua vontade. Também imunizava seus sacerdotes mortos desse mesmo poder.
Percebendo o poder extra fornecido por Kael, uma tímida divindade humana, Vishnu a deusa da fertilidade, forneceu a seus sacerdotes o poder inverso a suas sacerdotisas: com sua pureza divina elas expulsavam os morto-vivos e as mais puras entre elas chegavam a destruir os mortos apenas expondo o símbolo de sua deusa.
Essa idéia da pequena Vishnu incentivou todos os deuses bons a fazerem o mesmo e, em pouco mais de um mês todos os sacerdotes tinham poderes sobre os mortos. Os bons expulsavam e destruíam todos os mortos, enquanto os malignos deram a mesma bênção que Kael, tentando com isso dominar e, com isso, diminuir o poder e o tamanho do exército morto.
As sacerdotisas de Vishnu continuavam as melhores, pois o ódio de sua deusa pelos mortos que rompiam o ciclo natural não conhecia limites. A presença de suas clérigas na guerra era cada vez mais marcante. Até mesmo elfas e orcs passaram a seguir essa divindade em busca de poder na guerra.
Esse rompante de popularidade aumentou incrivelmente o poder de Vishnu, que não era somente uma divindade da fertilidade, mas agora uma deusa da vida. Vendo o fluxo de poder ofertado pela adoração dos mortais, outra divindade menor dos humanos começou a angariar influência. Aliando-se a Kael’Toraz, Shiva, outrora uma divindade menor da decadência, torna-se a deusa da destruição.
Kael percebe que alianças formadas com deuses ascendentes aumentam um pouco seu poder, o que aumenta o poder do exército morto que flagelava o mundo. Então ele inicia uma campanha que promovia uma aliança entre os deuses malignos. Alguns aceitaram e, com isso, a guerra ficava ainda mais encarniçada. O temor, o medo dos humanos aumentava o poder desses deuses e dentre esses, dois se destacavam: Fobos, o Deus do Medo e Ares, o Deus da Guerra.
Pouco depois a aliança divina maligna conseguiu destruir os laços divinos com seus povos. Não mais existiriam os deuses raciais. Isso foi um benefício incrível para Kael, que destruiu diversos deuses malignos aliados e absorveu suas essências divinas e seus aspectos. Recebeu também os servos de seus aliados que antes não podiam servi-lo por não serem mortos-vivos. Fobos e Ares conseguiram fugir, o irmão de Fobos, Deimos fugiu, mas perdeu o status divino, sendo morto pelo poderoso anjo caído Uriallar, Lorde da Ordem.
Com a aliança divina desfeita, os deuses bondosos se uniram em outro conselho. Decidiram em combate a questão dos aspectos comuns e receberam o auxílio de muitas das divindades malignas restantes. O poder de Kael era grande demais e seu exército deixava chagas no mundo e no fluxo de magia.
No plano material, os elfos sofriam duras derrotas. Apenas sua alta magia impedia que suas maiores cidades fossem tomadas. As florestas queimavam, três cidades aladas foram destruídas e flutuavam como ruínas sem controle de nenhum mago, habitada somente por corpos e monstros. A cidade de Petra, lar dos muspells estava sitiada. A Cidadela de Cristal estava em ruínas: apenas o poder de Morgana e seus lythary impediam que o reino do norte caísse. O império anão estava devastado, um clã havia renegado seus laços com o império e se aliado aos elfos negros. Corrompidos pela magia negra dos elfos, o clã Duergar emergia na guerra como os anões cinzentos. Submissos a uma misteriosa raça subterrânea que manipulava os elfos negros.
O Lich, agora já denominado Rei Lich, formou um poderoso cerco a Horizonte, o centro das forças de defesa. Seus aliados demoníacos e diabólicos fechando o cerco em outros planos. Com pesadas baixas em menos de cinqüenta anos, um tempo curto para a maioria das raças, Horizonte apresenta sua rendição.
Os heróis responsáveis pela derrota do Único na Guerra Santa novamente se reuniram e decidiram atacar maciçamente a cidade de Horizonte, onde estavam centralizadas as forças do Rei Lich. Com a união de todas as raças no maior exército jamais visto em todo o mundo eles fecham um novo cerco a Horizonte. Aliados em outros planos atacando a cidade por mais frentes do que seria possível imaginar. Anjos, Celestiais e Guardinais. Espíritos dos mortos na guerra. Até mesmo os deuses elementais reuniram seus exércitos e atacaram. O exército era incontável. O grupo estava reunido novamente e novamente o colaborador desconhecido surgira. O Rei Lich novamente infiltrava-se no grupo, suas poderosas magias disfarçando suas verdadeiras intenções.
Havia guerreiros responsáveis por destruírem os mortos. Havia clérigos para curar, matar e ferir; também eram responsáveis por trazerem de volta à vida as peças mais valiosas que caíam em batalha. E havia os magos. Magos responsáveis unicamente por queimar os corpos. Queimar tudo e não deixar nada para ser animado pelos magos e sacerdotes negros de Kael. Em dez anos de guerra Horizonte caiu novamente, suas defesas já enfraquecidas pelo último cerco.
Como uma última tentativa, o Rei Lich ainda forja a Coroa das Lamentações, um artefato que ampliava ainda mais seu domínio sobre a morte, praticamente o equiparando a Kael e o tornando muito mais poderoso que muitos deuses.
Como resposta, os heróis forjam uma espada mística poderosíssima. A Ruína dos Deuses, forjada com fragmentos das almas e dos poderes de todos os deuses já mortos e de todos os seres que juraram vingança no além mundo. Utilizada por Urialla no ultimo ataque. Ataque feito pelos heróis diretamente a Torre Sentinela em busca do Rei Lich. O Mestre Ladino da Casa das Sombras, o herói que substituía o guerreiro humano como representante dos homens, invadiu a Torre na frente do grupo e conseguiu localizar a filacteria sem acionar nenhuma das defesas místicas da Torre. Ele consegue através de puro talento e muito treinamento roubar a filacteria e sair da Torre antes do ataque.
Reunindo-se com os outros, eles atacam e invadem. Depois de um combate épico as forças do Rei Lich são destruídas, seus maiores generais mortos tentando defender seu Rei. Com um golpe preciso de Ruína dos Deuses, Urialla fragmenta a Coroa das Lamentações, o que diminui o poder do Lich para o nível aproximado dos heróis. Quase derrotado, o Lich ri perante os heróis e os lembra: “A Morte é Eterna, assim como eu. Não morrerei aqui, não serei destruído por vocês”.
Nesse instante o Mestre das Sombras ergue a filacteria e com um golpe a destrói, no momento que Urialla e Morgana desferem o golpe que destruía o Rei Lich.
Por um momento a tempestade planar abrandou. O medo que enchia o coração de todos, a apreensão que pesava na alma desapareceu. Sem seus mestres, os mortos-vivos foram destruídos com facilidade, embora muitos dos mais poderosos e mais inteligentes houvessem conseguido escapar.
Kael teve sua influência devastada e, num rompante de fúria evanescente, destruiu muitas das divindades bondosas que haviam compactuado com sua queda. Tanto o rompante quanto o plano maligno de Kael vieram a destruir muitas divindades, o que diminuiu consideravelmente o número de clérigos habilitados.
Com a ameaça da Horda Morta desfeita os heróis se reuniram num conselho e depois de muita deliberação, fundaram a União dos Reinos Livres. Cada raça arrasada pela guerra seria novamente deslocada para suas terras. Para evitar novas guerras, os orcs foram retirados das montanhas e enviados para uma região rica em colinas no litoral sudoeste. Os anões ficaram com as montanhas do norte e iniciaram a reconstrução de seu império. Os elfos foram divididos de acordo com suas subdivisões: a maioria voltou para as florestas à oeste, os elfos do céu voltaram para as cidades voadoras e ainda conseguiram recuperar uma das três cidades em ruínas, os elfos do mar que não haviam fugido para os oceanos que cercavam o continente reergueram as defesas de Atlanthys, sua cidade submersa no Mar do Meio, os muspells continuaram em Petra e ergueram novas defesas para sua cidade biplanar, os jothuns reconstruíram uma parte da Cidade de Cristal e permitiram que uma cidade crescesse a volta de seu principal baluarte. Os gigantes e os dragões não participaram da divisão por não terem intervindo na guerra. Os humanos habitavam diversas áreas indiscriminadamente e foi lhes dado uma grande área ocupando quase todo o leste do continente. Os Eladrins eram poucos de mais para reclamarem um território, então a maioria voltou a viver na sua cidade ancestral, a agora denominada Coração da União, Horizonte. As chamadas Terras Negras, uma vasta região no nordeste do continente permaneceria Terra de Ninguém e não fazia parte da União. Essa terra era habitada por muitos Tieflings e abrigava a antiga torre do Rei Lich.
Para guardar essa terra, foi dado a Urialla um reino composto em sua maioria por humanos. Com seu poder Urialla teceu uma poderosa rede que punia aqueles que desafiavam suas rígidas leis. Um grande número de orcs não concordou com a divisão e se manteve nas montanhas e no subterrâneo. Os dragões ainda acordavam e causavam uma devastação adicional até serem impedidos por heróis ou voltarem a dormir.
Foi uma era de paz conturbada por conflitos ocasionais. Essa era foi dedicada principalmente a reconstruir tudo o que foi destruído na guerra e ao comércio. A população reiniciou o crescimento, o que favoreceu os humanos e os orcs que entravam em conflito com freqüência.
Em busca de mais lucros, uma companhia de comércio iniciou uma expansão em busca de novas terras mencionadas em lendas antigas. Contratando magos e clérigos para invocar alimentos e água, muitos guerreiros para protegerem as embarcações contra os muitos perigos do mar e alguns elfos do mar para servirem como guias e impedirem que os navios encalhassem.
A viagem durou mais de um mês, mas eles chegaram. Um porto dourado estava no local de chegada. Os navios fortemente armados dos comerciantes começaram a entrar no porto... E foram prontamente destruídos. Bolas de piche flamejante que colavam na madeira e na carne queimavam tudo o que tocavam. Choviam flechas nos marujos que pulavam na água. Todos os navios estavam em chamas, um mago conseguiu uma viagem planar improvisada. Todos os outros morreram. Depois de uma viagem através dos planos, ele consegue localizar Horizonte e chega ao plano material.
Reunindo o Conselho, ele conta a sua história e o fantasma da guerra paira novamente sobre todos. O conselho resolve, desta vez, tomar a ofensiva para prevenir que a guerra ocorresse em seu território. Haviam se passado alguns séculos desde a Guerra da Horda. Com o auxílio de todas as nações e o reforço da recém formada Universidade de Heróis de União, uma larga frota embarcou rumo à batalha. No meio do caminho, a frota foi atacada por dragões e serpentes marinhas, diversos tipo de monstros alados e um pequeno grupo de arcanos. Somente um dos Conselheiros havia ido: o líder dos orcs. Sozinho ele abateu alguns dragões e três magos. O terceiro reservou uma surpresa que causou a sua morte: ele explodiu ao morrer. Pego pela surpresa, o fogo dourado que surgiu do mago queimou-lhe até mesmo os ossos. Ninguém sobreviveu. Uma magia inimiga os privava de teleportes e diminuía a velocidade dos navios. Com magos e monstros os cercando as forças de União foram deixadas sem navios no meio do mar. Não houve sobreviventes.
Um vasto exército de monstros estranhos, alguns mortos-vivos envoltos em bandagens e alguns magos chegaram devastando a costa leste do continente. As forças de União foram mobilizadas para mais uma guerra. Uma movimentação estranha foi notada na antiga torre do Rei Lich. O Dragão Vermelho que tanto ajudara em batalhas anteriores reúne sob seu comando diversos dragões e milhares de dragonborns e toma a parte mais a nordeste do continente. Lá ele encontra uma pequena colônia de humanos estranhos. De pele amarelada e olhos rasgados, uma cultura completamente diferente da dos humanos do continente. Artigos raros e valiosos eram prontamente comerciados. O reino do dragão começava a crescer. O Exército do Faraó causava larga destruição, embora deixasse a paisagem intacta. As forças de União estavam cada vez mais centralizadas no leste, o que se provou ser um grande erro. O Dragão - Rei formara uma tropa de Dragonriders e varias tropas de infantaria dragonborn e dracônicas. Ele iniciou um ataque em busca de terras melhores para seus covis. Com as forças centralizadas no leste o ataque do dragão foi devastador. Terras queimavam e ardiam sob os hálitos malignos dos dragões. Eles abriam caminho ate Horizonte. O Exército do Faraó fazia o mesmo. Quando as forças de União já estavam muito divididas e desmotivadas, o golpe final foi dado no moral dos soldados e dos Reinos Livre: o Rei Lich voltara.
Reunindo poder e corpos ao longo dos séculos em que estava desaparecido, ele retorna numa nova forma. Agora ele era somente uma mão incrustada de jóias. Havia transcendido o estado de Lich. Agora ele era superior a todos os outros lichs, ele era um Demilich. Num rápido acordo com o Dragão – Rei, eles unem os dois exércitos e caem como um pesado martelo sobre União. De sua união profana surgem os maiores flagelos já vistos no mundo: os dragões mortos – vivos. Dentre esses, os piores eram sem dúvida os dracolichs. Quando todos achavam que a guerra estava perdida, a tempestade planar de Horizonte abranda e um homem vestindo uma máscara de ouro puro e envolto em linho branco surge nos céus da cidade.
Sua voz ecoa na mente de todos dizendo: “Vocês já tem sua própria guerra. Quando estiverem prontos terminamos a nossa. Lembrem de nos avisar.” E sumiu. Junto com todo o exército. Agora com apenas uma frente de batalha, as forças unidas de União conseguem repelir os ataques e pouco depois iniciam o tratado de paz. A guerra é suspensa momentaneamente e eles conseguem assinar um pacto de não – agressão. Como parte do tratado as Terras Negras são cedidas aos dois que rapidamente organizam seus reinos.
A paz volta de forma frágil e supérflua. A fronteira do reino de Urialla sendo constantemente açoitada por mortos – vivos “desgarrados”. O reino do dragão inicia um forte comércio com o distante Oriente e lucra muito com isso, já que seu reino era o único com fronteira com a colônia oriental. Navios são enviados para o reino do faraó para assinar um pacto de não agressão encerrando permanentemente a guerra. Para a surpresa de muitos, os enviados retornam não só com um pacto de amizade como com diversos tratados de comércio.
O Conselho resolve legalizar e registrar o trabalho de aventureiros tendo a Universidade como sede. Todos os aventureiros com um certo nível de poder poderiam ser legalizado se passasse nos teste. Isso facilitaria para eles já que poderiam ser contratados para serviços específicos para suas capacidades sem passar semanas procurando emprego. Teriam sempre um local para conseguir equipamento e vender o que não lhes fosse mais útil. Muitos aventureiros se recusaram a entrar para a lista, já que se aventuravam por outros motivos que não a simples fama ou aquisição de tesouros e poder, mas tantos se inscreveram que o sistema continuou em vigor. Como atrativo adicional, a Universidade de União passou a legalizar automaticamente todos aqueles que se formavam lá.
O mundo estava inquieto, o subterrâneo fervilhava. Os elfos negros e o clã duergar atacavam cada vez mais freqüentemente. A região dos portais estava cada vez mais difícil de ser controlada, os monstros atacando o Forte Coração da Terra e alguns até mesmo passando pelas patrulhas e chegando ao continente. O Rei Demilich continuava suas pesquisas e sua população de tieflings crescia com a influência maligna do local. O Dragão – Rei tentava colocar mais e mais dragões sob sua influência: diziam que ele queria substituir Io. Os mestres ocultos dos elfos negros e dos duergar pareciam se alimentar de mentes humanóides. Os planos fervilhavam e o sacerdócio do Deus Único começava a ressurgir. As raças elementais se misturavam aos humanos e seus deuses, aos deuses mais venerados. Alguns anjos renegaram seus deuses patronos e foram para o plano material, sem a mácula da corrupção. Eles ergueram uma cidade aos céus com magia élfica e passaram a habitá-la. Os aventureiros legalizados tentavam pacificar as fronteiras e as diversas ruínas causadas por todas as guerras, alguns retornavam vitoriosos, outros pavimentavam o caminho com seus corpos e tesouros para que a próxima geração de aventureiros fossem mais longe. A Coroa das Lamentações surgia e sumia ao longo dos anos, sempre nas mãos de pessoas diferentes. Essas pessoas sempre tinham fins trágicos. A espada Ruína dos Deuses aparecia nas mãos de grupos valorosos para desaparecer depois.
Problemas não faltam e a sombra de uma nova guerra sempre paira sobre todos. Restam aos novos aventureiros resolvê-los. Aceita o desafio?


Última edição por Radamael em Ter 19 Out 2010, 13:03, editado 1 vez(es)
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Um Novo Mundo Empty Academia do Horizonte - Cidadela do Horizonte

Mensagem  Radamael em Ter 19 Out 2010, 13:02

- Sentem-se! – A voz ríspida cortava o ar como uma espada. O corpo franzino claramente não acompanhava a aura de autoridade que emanava do homem. – Pouco me importa se são filhos de reis ou até mesmo de Conselheiros! – Passa os olhos por todos os presentes. A Universidade do Horizonte era a melhor academia de treinamento do mundo. Trazia a fama de formar os melhores membros da sociedade. Ricos ou pobres, a prova era igual para todos. Somente os mais extraordinários compunham seu campus. Como a fome e a subnutrição acompanhavam os mais pobres, era raro que a maioria deles conseguisse estudo o suficiente para ingressar nas fileiras da academia. Todos os que conseguiam, se sagravam “aventureiros” de relativo renome. O próprio General Dourado era um deles. – Eu quero o mais absoluto silencio enquanto falo. – Novamente a voz do professor ecoava na sala. – Quem for inquirir algo, que espere até que eu dê tempo para isso. – E inspira, procurando algo entre os presentes. Talvez estivesse procurando os mais humildes. Talvez estivesse procurando “vítimas”. – Meu nome é Professor Ulrich. Meu sobrenome não importa a nenhum de vocês. Serei seu professor de Geografia. Qualquer gracinha e eu me reservo o direito de expulsar vocês da sala sem pestanejar! Mesmo que dê aula para as paredes! – Novamente para de falar enquanto se estica para baixar um mapa detalhado do continente e suas subdivisões. Todas as quatro grandes ilhas que ficavam próximas do continente principal estavam expostas. Incluindo a grande ilha que o Lich fizera surgir com o formato de uma caveira. Por conveniência, os Reinos Humanos estavam expostos sem as suas mutantes divisões políticas. Afinal, em menos de um ano os belicosos humanos sempre alteravam suas fronteiras, seja pela diplomacia, seja pela guerra. – Vou começar, é claro, por Horizonte. Minha cidade natal. Sou um dos poucos humanos a nascer nesse pardieiro. Para o caso dos distraídos não terem notado, a cidade toda é cercada por uma poderosa barreira. Uma gigantesca Muralha de Energia que se abre em poucos pontos, formando entradas. A população da cidade é incalculável pelo simples fato de Horizonte ser, na verdade, várias cidades. Estamos em um constante estado de guerra civil com os celestiais e os abissais lutando por influência ou extermínio. Os diabos e demônios lutam entre si na sua Guerra do Sangue, o conflito mais longo da história. Alguns poucos humanos tentam prosperar aqui. Alguns Ilithides e Aboletes lutam pelo controle do subterrâneo multiplanar. Os diversos elementais e paraelementais lutam entre si e uns com os outros, tentando mostrar qual é o elemento mais forte. Cada raça encontra seus maiores aliados e seus piores inimigos nessa cidade. Todos os planos encontram seus espelhos e seus opostos aqui. Até mesmo os deuses podem ser encontrados em Horizonte de vez em quando. Pelo menos um ser de cada raça consciente vive no território sob influência do Conselho. E membros de várias raças não inteligentes também vivem aqui. Não vou falar de novo o motivo de Horizonte estar em todos os planos ao mesmo tempo. Assumo que já tenham lido sobre a Queda do Único antes de entrar aqui... – Ele anda até o mapa, mostrando que, no centro exato do mapa, onde duas linhas se cruzavam, a Cidadela do Horizonte estava marcada. Bebe também um copo de conteúdo desconhecido, pigarreando em seguida. – Única em todo o multiverso, Horizonte sofre com a distorção planar de forma que eram consideradas impossíveis. De cada Portão até a Torre Sentinela, se leva aproximadamente uma hora caminhando em linha na estrada. Em linha reta. A Torre pode ser vista de todos os pontos da cidade e, dizem que do alto da torre, toda a cidade pode ser apreciada. Fora das estradas que levam dos Portões até a Torre, você pode chegar a passar semanas caminhando em linha reta. Sem nenhuma espécie de inclinação. Alguns estudiosos teorizam que isso tem algo a ver com as rachaduras no céu, com o Horizonte Planar que ameaça destruir nossa cidade. Vocês podem passar a vida toda explorando a cidade e jamais pisar no mesmo lugar. Os bairros mudam de lugar, seguindo um padrão indefinível. A influência do Conselho não alcança todos os lugares. Na verdade, na maior parte da cidade, verdadeiros senhores feudais dominam bairros inteiros. Quanto mais próximo das muralhas externas, mais fácil encontrar esses “reinos” dominados por raças extraplanares. Nesses lugares, ser um membro de uma das legiões é motivo de encrenca e os poderosos Avatares se arriscam a encontrar a morte, caso seus estandartes sejam reconhecidos... – Todos ouvem uma sirene gritando ao longe. – Bom... Acho que acabou o tempo de explicação. Alguém tem alguma pergunta?
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Mensagem  Jaum em Qui 21 Out 2010, 10:23

Me senti até mal agora. Nem tinha postado aqui.
Achei a formatação uma bosta... resolve isso.
A historia tá legal e eu até achei a ideia interessante da academia...
mas você podia explorar ela um pouco mais, não por falta real, mas por curiosidade da minha parte
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Um Novo Mundo Empty Re: Um Novo Mundo

Mensagem  Radamael em Qui 21 Out 2010, 14:10

A formatação não está boa por que acabou sendo tudo um parágrafo só...
Vou dividir melhor...
Quanto à Academia, a premissa era que aqueles que postassem perguntassem algo. Como em uma aula. Como em um RPG mesmo... Perguntando coisas sobre o cenário e eu responderia como o professor...

Por que se sentiu mal?
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Um Novo Mundo Empty Re: Um Novo Mundo

Mensagem  Jaum em Qui 21 Out 2010, 15:25

Porque eu li no dia que você postou. Serio. Que nem eu leio a historia do Mitkov.
tá então...


"Professor, onde diabos estão os dragões nessa historia toda? Além disso você não falou nada sobre nenhuma guilda de ladrões em Horizonte... tem de ter uma pelo menos."
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Um Novo Mundo Empty Re: Um Novo Mundo

Mensagem  Radamael em Qui 28 Out 2010, 11:57

Ulrich olha para o aluno e, pela primeira vez, sorri. – Existem dragões em Horizonte. Existe de tudo em Horizonte. Os dragões serão melhores detalhados em aulas posteriores. – Ele aponta para o mapa em uma área a nordeste de Horizonte. – Aqui fica o Reino dos Dragões. E seus Duques Cromáticos. É onde ficam os Nascidos Dragões, ou Dagons. As explicações quanto à raças em si, como anatomia e cultura, não é comigo. – Ele se afasta do mapa, dando uns passos na direção do quadro onde as palavras “Pacto das Guildas” aparecem.

- A questão das guildas era muito controversa. Com o advento do Conselho do Horizonte, centenas de guildas foram legalizadas. Algumas delas eram escolas de magias, outras eram exércitos mercenários. E várias eram as chamas guildas de ladrões. No panorama sócio-político da Cidadela, alguns dos Avatares são líderes das mais influentes guildas. E existem Avatares que possuem máculas no seu passado. O Decreto de Exploração proibe não só os "aventureiros" como também as guildas que não concordam com os termos do Pacto...– Ele deixa seus olhos percorrerem a turma. Havia divagado um pouco. Sempre fazia isso.

- As guildas de ladrões, como as que você provavelmente se refere, são uma praga em todas as cidades e Horizonte não é diferente. Alguns locais são dominados por elas a despeito dos esforços do Avatar da Luz. A única cidade digna da alcunha que não possui uma guilda de ladrões é Ariatel, a Capital de Urialla, o Reino do Conselheiro Uriel. – Ele aponta novamente para Horizonte no mapa. – Horizonte é grande demais e caótica demais para estar livre desse mal...
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Um Novo Mundo Empty Re: Um Novo Mundo

Mensagem  Jaum em Dom 21 Nov 2010, 17:33

Então isso é bom. Mas o senhor falou pouco sobre os dragões. Ignorando Horizonte, eles tem algum refugio? Eles vão a algum lugar pra morrer ou algo assim? E, sim, voltando a Horizonte, como fica o comércio nessa cidade mutante ?
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